Rotativo do cartão: como funciona e como sair dele
Pagar menos que o total da fatura não é "pagar a fatura": o que ficou para trás vira dívida com um dos juros mais altos do mercado.
O que é o rotativo
Quando você paga qualquer valor entre o mínimo e o total da fatura, o restante entra no crédito rotativo. Os juros passam a correr sobre esse saldo e aparecem na fatura seguinte, junto das compras novas.
As regras que valem hoje
- O rotativo dura até o vencimento seguinte. Desde 2017 (Resolução CMN 4.549), o banco não pode deixar a dívida no rotativo mês após mês: no vencimento seguinte, ou você paga o total, ou o saldo passa para um parcelamento, com juros menores.
- Teto de juros. Desde janeiro de 2024 (Lei 14.690/2023), os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original da dívida. Uma dívida de R$ 1.000 pode chegar, no máximo, a R$ 2.000.
O teto ajuda, mas dobrar a dívida continua sendo caríssimo. Um exemplo de parcelamento: R$ 3.000 em 12 parcelas a 6% ao mês dão parcelas de R$ 357,83 — R$ 1.294 de juros no total.
Um caminho prático para sair
- Pare de aumentar a dívida. Enquanto houver saldo no rotativo, use débito ou Pix para o dia a dia.
- Compare antes de aceitar o parcelamento da fatura. Empréstimo consignado, portabilidade de dívida ou um empréstimo pessoal costumam ter juros bem menores. Troque a dívida cara pela barata.
- Liste todas as dívidas e escolha uma ordem. Pagando o mínimo de todas e a sobra numa só — veja bola de neve ou avalanche.
- Acompanhe a fatura que se forma. Saber o valor antes do fechamento evita a surpresa que leva ao pagamento parcial.
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Começar grátisConteúdo educativo, não é consultoria financeira. Regras conferidas em outubro de 2026; as taxas de cada banco variam — confira o Custo Efetivo Total (CET) na sua fatura.